Segunda etapa – Socialização nos 50 aos 85 dias de vida

Written by on 19 de setembro de 2013 in Adestramento - No comments

filhotes-cao-e-gatoQuando atingem os 50 dias até os 85 dias de vida, o cérebro do filhote já está neurologicamente completo e ele é capaz de aprender tanto quanto um cachorro adulto. É muito importante que durante este período, apresentar tudo o que você puder ao cãozinho. Por exemplo: aspirador de pó, carros, sons da rua, programas de televisão, pessoas de todas as etnias, outros animais, etc. Mas, nessas ocasiões, não se esqueça das recomendações do seu veterinário sobre os cuidados que devem ser tomados para que o animalzinho não corra o risco de contrair doenças; procure não deixá-lo entrar em contato com animais que não estejam vacinados.

A AVSAB ( Sociedade Veterinária Americana de Comportamento Aninal) declara que todos os filhotes devem receber socialização mesmo antes de estarem completamente vacinados, tomando-se os cuidados apropriados quanto ao risco de infecções, como evitar colocá-lo no chão de lugares públicos e deve-se garantir que o seu animal faça contato apenas com animais saudáveis e com vacinação em dia.

Por que devemos mostrar tudo o que for possível ao cãozinho? A resposta é simples: porque é a melhor fase para ele socializar-se. Passado este período, o cérebro do cão modifica-se, e qualquer socialização será muito mais difícil e demorada. Para entendermos melhor o porquê disto, devemos imaginar o cão vivendo numa matilha: até os três meses, os filhotes só entram em contato com outros cães do grupo e animais que não oferecem perigo para eles, pois os membros da matilha impedem a aproximação de animais perigosos para os cãezinhos; mas, depois dos três meses, é importante que os filhotes já percebam sozinhos a diferença entre “amigos” e “inimigos”, sejam eles seres vivos ou inanimados, e não queiram socializar-se com qualquer coisa, já que nesta idade começam a querer explorar o território mais longe da mãe e a ter contato com presas e predadores naturais.

Cães novos mantidos isolados do contato social com o homem e outros animais apresentam uma síndrome caracterizada por extrema redução tanto da atividade em geral quanto da procura por esses mesmos contatos. Os filhotes permanecem imaturos e insociáveis e desenvolvem comportamentos anormais e movimentos estereotipados. O cão treme, corre atrás de seu rabo, torna-se agressivo por sentir medo, além de mostrar deficiência na aprendizagem e apresentar reações vagarosas a novos estímulos.
Estimulações variadas e progressivas na fase da socialização geram animais física e psiquicamente superiores, segundo o doutor Joel Dehasse e a doutora Colette Buyser.

A primeira fase do medo, que atinge seu auge entre a 8ª e a 11ª semana, encaixa-se neste período, por isso procure não expor seu filhote a experiências assustadoras, porque é uma fase de extrema vulnerabilidade, e qualquer ocorrência que o atemorize causará um medo permanente da coisa ou da situação envolvida.

 

Artigo com informações baseadas do livro Adestramento Inteligente de Alexandre Rossi

Leave a Comment